Archive for maio \27\UTC 2010

Jagunços e policiais expulsam famílias do Terra Livre em Goiás

27 de maio de 2010

Por Secretaria de Comunicação – Terra Livre-GO
 
Nesta Terça-feira (25/05/10) por volta das 22:00 hs, duas viaturas da GPT (Grupo de Patrulha Tático) da Policia militar de Goiás, com 10 PMs e mais 10 jagunços do fazendeiro, expulsaram de forma violenta as famílias organizadas no movimento popular Terra Livre que ocupavam a Fazenda Varginha desde o último sábado (22/05/10), um latifúndio improdutivo e hipotecado pelo Banco do Brasil na cidade de Rio Verde/GO.

Além de terem agido com brutalidade e intensa violência, a ação foi ilegal, (tanto que agiram na calada da noite), não tinham em mãos nenhuma liminar pedindo a reintegração de posse, como exige a lei. A desocupação só pode ser realizada mediatamente liminar expedida por um juiz. Mesmo assim é possível um diálogo para que as famílias possam se organizar para desocupar a área. Em caso de liminar é preciso a presença de um oficial de justiça, e o horário deve ser entre 6:00 e 18:00 horas. Portanto, agiram de forma arbitraria, autoritária e ilegal. Forças policiais do estado que deveriam proteger a população, atuaram ao lado de jagunços defendendo os interesses de um latifundiário, usando de métodos de coação com ofensas pessoais, obrigando as pessoas a deitarem no chão, sobre a mira de revolver e escopeta, derrubando os barracos, e ainda chegaram ao ponto de roubarem a bateria que iluminava o acampamento.

Exigimos das autoridades competentes em especial da Secretaria de Segurança Pública do Estado de Goiás, uma investigação profunda e honesta sobre essa barbaridade, exigimos que seja revelado o nome dos policiais envolvidos, e que os mesmos sejam punidos, pois não acreditamos que eles tenham agido seguindo a orientação de seus superiores, e se agiram sobre orientação de seus superiores o fato se torna mais grave ainda, devendo esses também serem punidos.

Pedimos aos Companheiros e entidades parceiras que façam moção de repudio cobrando das autoridades competentes, uma investigação e punição dos policiais envolvidos para os seguintes endereços.

Fax: (62) – 3201-1094 E-mail: corregeral@sspj.go.gov.br. /ouvidoria@ssp.go.gov.br. (Enviar com cópia para secretaria@terralivre.org)
SECTRETARIO DE SEGURANÇA PUPLICA DE GO SR. SERGIO AUGUSTO INACIO DE OLIVEIRA.

Coordenação Estadual do movimento popular Terra Livre
Contatos: Fone fax: (062) 3093-7572/30938977 e e-mail:
goias@terralivre.org

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[Goiás] Após 4 ocupações, movimento conquista fazenda em Itarumã

27 de maio de 2010

Comunicado: Vitória no Campo!

 Comunicamos às entidades, movimentos e amigos do movimento popular Terra Livre, que termina com sucesso a saga das famílias que há mais de três anos lutam pela terra no município de Itarumã/GO, que com muita luta e após quatro ocupações acabaram de conquistar uma área.
 
Na última quinta-feira, 20/05/10, o INCRA emitiu a posse da fazenda, após uma longa batalha judicial com o proprietário. O mesmo tinha travado o processo de desapropriação por não concordar com o laudo do INCRA, que decretou a desapropriação pelo não cumprimento de sua função social, como grande propriedade e praticamente sem produtividade.

A fazenda deve assentar em torno de 35 famílias, que iniciam agora uma nova batalha que é a implantação do pré-assentamento. Há uma enorme lentidão e burocracia do INCRA e falta de empenho do governo LULA na realização da reforma agrária, que na realidade apenas faz concessão de terras a partir das pressões dos movimentos. Lutando contra a lentidão do governo, as famílias entram em uma nova fase da luta, que é a implantação e desenvolvimento do assentamento.

Secretaria Estadual de Comunicação do movimento popular Terra Livre/GO.

Contatos: (062) 3093-7572/30938977 |  terralivre.go@gmail.com | blog.terralivre.org

Terra Livre ocupa latifundio improdutivo em Rio Verde/GO

27 de maio de 2010

NOTA À IMPRENSA

Goiânia, 25 de Maio de 2010.

     Na madrugada de sábado dia 22/05/2010, 60 famílias organizadas pelo movimento popular Terra Livre ocuparam a Fazenda varginha no Município de Rio Verde. Latifúndio improdutivo, com varias hipotecas com o BB, os bancos públicos infelizmente não cumpri a sua função de financiar os trabalhadores, mais sim os grandes latifundiários, que rolam as suas dividas por tempo indeterminado.

    A ocupação tem como objetivo, cobrar do INCRA, agilidade no processo de  Reforma Agrária, novas vistorias para obtenção de terra , já que o governo  Lula paralisou o programa de Reforma Agrária.

Secretaria de comunicação Estadual do movimento popular Terra Livre /GO.

Contatos: (062) 3093-7572/30938977 |  terralivre.go@gmail.com | blog.terralivre.org

Polícia despejou famílias da ocupação Alagados do Pantanal

21 de maio de 2010

1. Acampamento “Alagados do Pantanal” sofreu despejo nesta manhã. Cerca de 100 famílias atingidas pelas enchentes do início do ano foram despejadas de um terreno que ocuparam no dia 17 de abril desse ano, na Vila Curuçá, Zona Leste. O terreno estava abandonado e não cumpria sua função social.
2. Segundo as informações dos próprios moradores, o forte contingente policial mobilizado para a operação foi acompanhado por caminhões e funcionários da prefeitura – o que evidencia um conluio entre prefeitura e o proprietário para acelerar a desocupação.
3. Pela quantidade de policiais e por uma decisão interna, os moradores decidiram não apresentar resistência física em relação a atuação da polícia militar.
4. Logo após a desocupação, os moradores seguiram em passeata de protesto para uma grande avenida da região (Marechal Tito). Depois de alguns minutos de manifestação, a polícia dispersou a mobilização com bombas de gás lacrimogênio.
5. Com a intervenção da polícia, os moradores seguiram até à Subprefeitura do Itaim (órgão de administração regional – onde a ocupação está circunscrita). Eles estão realizando um protesto – e tentando negociar com as autoridades responsáveis.
6. Cabe destacar que essa desocupação foi feita de forma inusitada, segundo os integrantes do movimento. A defesa da criança e do adolescente foi acionada, para tentar adiar a reintegração de posse. Não respondeu. O comando da Polícia Militar também foi chamado para conversar várias vezes – e não deu qualquer resposta.
Daremos maiores informações logo que possível.
Contatos: Terra Livre- 7362-2841 ou – 7379-8860
http://www.terralivre.org/
 
Por Passa Palavra, com informações do Terra Livre – SP

São Paulo: Ocupação Alagados do Pantanal (Vila Curuçá, Zona Leste)

20 de maio de 2010

A opção de uma ocupação menor (em número de pessoas) do que a tradicionalmente observada na movimentação de outras organizações sem teto reflete uma tentativa de fortalecimento dos laços comunitários das pessoas envolvidas nesse processo de luta. Por Passa Palavra

“Foi aí, então, que a gente decidiu ocupar esse terreno. Depois de mais de um mês debaixo d´água e sem saber para onde ir. O bolsa-aluguel eu não ia aceitar não! Moradia é direito, é ou não é?” 

Com essas palavras, Edna – integrante da Ocupação Alagados do Pantanal do Movimento Popular Terra Livre na Vila Curuçá – expressa a vontade das mais de 100 famílias que estão respondendo, por meio da mobilização, ao descaso do poder público frente às suas reivindicações. Mas a história da luta dos moradores na Ocupação da Vila Curuçá não começou agora. Alguns fatos anteriores ajudam a entender os motivos dessa ação e as propostas de organização desse movimento.

terra-livre-3Os meses de dezembro de 2009 e janeiro de 2010 ficaram marcados pelas fortes chuvas e enchentes que atingiram a cidade de São Paulo. Vários bairros, dentre eles o Jardim Pantanal (Zona Leste), sofreram as conseqüências desses alagamentos. Dezenas de pessoas perderam seus pertences, roupas e alimentos – e tiveram de conviver diariamente com as águas que invadiam suas casas, conforme Edna relata.

A população moradora do Jardim Pantanal alega que, na verdade, o governo do estado de São Paulo foi o principal responsável por esses alagamentos do bairro. Segundo os moradores, a enchente foi causada pelo fechamento intencional das comportas da barragem da Penha e a abertura das comportas da barragem do Alto Tietê. Os moradores ainda entendem que essa ação teve como opção política clara a intenção de impedir que a Marginal Tietê fosse tomada pelas águas durante esse período de fortes chuvas. Algumas reportagens publicadas pelos órgãos de imprensa, com declarações de técnicos do governo estadual, confirmam essa idéia.

O descaso do poder público, porém, não para por aí. Algumas lideranças comunitárias e movimentos populares também chamam a atenção para outro crime que estaria sendo cometido pelo governo do estado de São Paulo. Cabe lembrar que uma grande área da várzea do Rio Tietê será desapropriada para a construção do mega-projeto do Parque Linear Várzeas do Tietê – uma das políticas compensatórias a ser concretizada, devido ao alargamento das pistas expressas da Marginal Tietê. Todavia, até aqui, poucas alternativas habitacionais foram apresentadas para as mais de 5.000 famílias que vivem na região e estão sendo removidas – muitas delas estão nessa localidade há mais de 20 anos.

Na intenção de acelerar o processo de retirada das famílias para a construção deste Parque Linear, os moradores acusam que a enchente foi provocada para que eles abandonassem suas casas rapidamente, facilitando assim sua remoção. Essa denúncia é confirmada pela constante criminalização, por meio de cartilhas e materiais elaborados pelo próprio governo estadual, daqueles que habitam a região onde será construído o parque. Os moradores são considerados, nesses materiais, os principais responsáveis pela poluição das várzeas. Já os movimentos organizados na região contestam essa informação. Em primeiro lugar, os moradores do Jardim Pantanal sempre lutaram por melhorias nas condições de habitação e saneamento no local. Além disso, a Prefeitura e o governo do estado, ao mesmo tempo em que atuam incisivamente para a retirada dessas famílias, silenciam sobre a poluição e erosão causada pelas grandes empresas (Suzano-Report, Nitroquímica, Bauducco), que também ocupam as várzeas nessa região.

Desde então, os moradores estão se organizando para denunciar esses acontecimentos e violações do direito à moradia por parte do município e governo do estado. Já existiam, anteriormente, algumas movimentações no sentido de regularizar e fortalecer a comunidade que morava nas imediações do bairro – parte dessas ações foi coordenada pelo Movimento pela Urbanização e Legalização do Pantanal (MULP), que há dez anos atua no local. Diferentes lutas pela obtenção de água e energia elétrica, além da constituição de comissões de formação política e a realização de assembléias mensais, permitiram que o movimento fosse organizado com a participação intensa dos próprios moradores – e não apenas impulsionado por lideranças comunitárias.

terra-livre-5No entanto, as reivindicações e a organização avançaram fortemente devido às ameaças de remoção e às recentes enchentes ocorridas no local. Várias passeatas, fechamento de grandes avenidas, além da realização, em 08 de fevereiro de 2010, de um ato público em frente à prefeitura da cidade – em que moradores exigiam uma solução emergencial para o problema das enchentes e um projeto habitacional efetivo para a população da região –, evidenciam a resistência dos moradores às ações do poder público. Na ocasião, a polícia reagiu a esse descontentamento, lançando gás pimenta na cara de alguns manifestantes.

A Prefeitura de São Paulo, buscando uma solução rápida para a retirada das casas após esses alagamentos, ofereceu um auxílio-moradia (bolsa-aluguel) de R$ 300,00 por seis meses. Os moradores do Jardim Pantanal entendem, no entanto, que o valor é insuficiente para as famílias conseguirem um novo local para se instalarem. Além disso, alegam que, após o prazo estabelecido para o recebimento desse auxílio, não há qualquer garantia do poder público para continuidade desse benefício ou obtenção de moradias populares para os atingidos pelas enchentes.

O local escolhido para a ocupação Alagados do Pantanal, um grande terreno na Vila Curuçá (Zona Leste), é uma área decretada como de interesse social. O poder público, buscando uma resposta para acalmar os ânimos das famílias atingidas pelas enchentes, decretou que algumas áreas seriam destinadas para a construção de conjuntos habitacionais para os moradores das regiões afetadas pelas chuvas. Márcio, militante do Terra Livre, conta que a ocupação da Vila Curuçá tem como objetivo pressionar os governos municipal e estadual para que as casas comecem a ser construídas – já que quase seis meses se passaram (prazo, inclusive, do bolsa-aluguel) e, até aqui, nenhuma casa foi destinada aos moradores retirados do Jardim Pantanal.

Assim, a ocupação da Vila Curuçá por parte de algumas famílias que residiam no Jardim Pantanal ocorreu devido ao descaso do poder público e à falta de alternativas para aqueles que foram removidos de seus lares. Os moradores se organizaram, então, para lutar por seu direito à moradia. Uma das reivindicações do Movimento Terra Livre é que as famílias não irão aceitar que os conjuntos habitacionais, anunciados para serem destinados aos moradores removidos da região, sejam considerados a solução final para seus problemas. O movimento alega que os prédios a serem construídos pela Prefeitura e governo do estado serão vendidos às famílias – e não entregues em troca das casas derrubadas.

Alexandre, também integrante do Movimento Terra Livre, afirma que o processo anterior ao momento da ocupação foi construído coletivamente pelas famílias. Dessa forma, ele conta que, por meio de comissões organizadas no próprio bairro e vários debates de formação, a ação foi encaminhada como uma iniciativa de luta e pressão para denunciar a morosidade das instituições estatais e chamar a atenção para as reivindicações dos moradores.

terra-livre-4A ocupação, até aqui, tem avançado em sua estruturação – consolidando sua organização interna por meio de comissões que executam as principais tarefas diárias. Além disso, as decisões relativas aos seus rumos políticos são tomadas em assembléias periódicas. A opção de uma ocupação menor (em número de pessoas) do que a tradicionalmente observada na movimentação de outras organizações sem teto reflete uma tentativa de fortalecimento dos laços comunitários das pessoas envolvidas nesse processo de luta. Algumas atividades, como a ciranda para as crianças e a feira cultural dos próprios moradores, que ocorrem todos os domingos, além da exibição de vídeos de lutas sociais na própria ocupação, também permitem o avanço na organização das famílias.

A população do entorno da ocupação Alagados do Pantanal tem, até esse momento, sido francamente simpática à mobilização das famílias. No mesmo dia da ocupação, já pela parte da manhã, os militantes elaboraram um material específico e percorreram as casas do bairro Vila Curuçá para relatar sobre o que havia ocorrido e quais as lutas e reivindicações dos ocupantes. Algumas pessoas, além de apoiarem a iniciativa, também expressaram solidariedade e ajuda às famílias que estão participando desta luta.

A polícia tem marcado presença desde a primeira semana, com duas viaturas constantemente colocadas em frente à ocupação. Um incidente marcou a atuação dos policiais logo nos primeiros dias da ocupação: durante a madrugada do dia 04 de maio, a Polícia Militar cortou a luz do acampamento, chegando até mesmo a invadi-lo em determinado momento. Pela manhã do mesmo dia, os moradores foram hostilizados por alguns policiais e os carros responsáveis pelo transporte dos donativos às famílias ficaram impedidos de entrar e sair da ocupação. Por fim, devido às denúncias do próprio Terra Livre e à solidariedade de várias organizações sociais, essas restrições foram contornadas.

Vários movimentos populares, estudantes e parlamentares têm prestado ajuda material e solidariedade à luta dos moradores da Ocupação Alagados do Pantanal. Dentre os vários apoios, a moção de apoio internacional do Movimento Teresa Rodriguez (MTR) – “piquetero”, de trabalhadores desempregados da cidade de Córdoba (Argentina) – se destaca, já que esse movimento popular argentino também tem como um de seus métodos de luta a organização de moradores para a ocupação de terrenos urbanos. E, assim como o Terra Livre, o MTR também pretende pressionar as instituições estatais para a concretização do direito à moradia.

terra-livre-1A negociação, até esse momento, tem se dado no âmbito das Subprefeituras correspondentes à região do Pantanal e da Vila Curuçá (São Miguel e Itaim Paulista, respectivamente). No entanto, os avanços obtidos nas negociações ainda são insuficientes para as reivindicações das famílias por moradia popular. Uma das principais idéias do Terra Livre é que as futuras habitações sejam construídas e organizadas pelos próprios moradores – não sendo, portanto, prisioneiras dos modelos de habitação social oferecidos pela Prefeitura e governo do estado. Há pouco tempo, o proprietário do terreno entrou com uma liminar de reintegração de posse. Mas, por enquanto, as famílias acreditam que ainda exista a possibilidade de negociação e atendimento das reivindicações.

A ocupação Alagados do Pantanal evidencia o que está em jogo no processo de reordenação urbana de São Paulo. A cidade é, para os setores capitalistas, uma fonte de lucro. A resistência popular, no entanto, também permite vislumbrar que o espaço urbano pode ser uma forma de luta e de existência mais justa.

Para maiores informações sobre a Ocupação Alagados do Pantanal: http://www.terralivre.org/ e https://blogterralivre.wordpress.com/

Ilustrações: Algumas fotos utilizadas no artigo são de autoria de Sérgio K.

URGENTE:Acampamento “Alagados do Pantanal” pode ser despejado amanhã

20 de maio de 2010

 
Terreno ocupado em abril teve início de desapropriação em dezembro de 2009 pela Prefeitura de São Paulo para construção de casas populares, conforme o Decreto 51.155.

Por Secretaria de Comunicação

Cerca de 100 famílias desabrigadas pelas enchentes do Rio Tietê ocuparam, no dia 17 de abril, um terreno abandonado na Vila Curuçá, na Zona Leste de São Paulo. Mas a reintegração de posse prevista para o dia 20 de maio, expedido pela Justiça, poderá despejá-las novamente.

As chuvas afetaram a região entre dezembro de 2009 e março de 2010. Os antigos moradores dos bairros prejudicados discordam da chamada bolsa-aluguel, concedida pela Prefeitura como medida emergencial. A bolsa-aluguel de R$ 300,00 mensais não é suficiente para pagar o aluguel de uma casa nem numa favela. Outra reclamação é a de que as moradias já foram demolidas, mas as famílias não foram indenizadas e não têm para onde ir. Nos casos mais críticos, diversas pessoas estão sem ter onde morar e sequer receberam a bolsa-aluguel.
 
Solicitamos a todos os companheiros e companheiras que são solidários à nossa luta, contra os crimes do Governo do Estado de São Paulo (Serra/Goldman) e da Prefeitura (Kassab), a prestar apoio mais uma vez. Existem 3 formas de ajudar:
 
1) Assinando o abaixo-assinado eletrônico:

CLIQUE AQUI PARA ASSINAR!

http://www.petitiononline.com/tlivre/petition.html

 
2) Enviando moções de repúdio à Prefeitura, ao Estado e à Cohab, solicitando que intervenham no processo:

– Gabinete do Prefeito: gabinetedoprefeito@prefeitura.sp.gov.br
– Secretaria de Habitação: sehab@prefeitura.sp.gov.br
– Subprefeitura do Itaim Paulista: itaimpaulista@prefeitura.sp.gov.br
– Secretaria de Segurança Pública: seguranca@sp.gov.br
Com Cópia para secretaria@terralivre.org
 
3) Comparecendo a partir de amanhã na ocupação Alagados do Pantanal.

Endereço: Rua Osório Franco Vilhena, altura do n° 900, na Vila Curuçá.
Como chegar:
– De trem: Descer na estação Jardim Helena/Vila Mara (Linha Brás-Calmon Viana). Sair pelo lado direito da estação e pegar à esquerda na Av. Marechal Tito. Virar a próxima à direita (Rua Gendiroba), e a terceira à esquerda (após uma escola). Seguir em frente pegando à esquerda nas bifurcações, acompanhando os campos de futebol e plantações.

A pauta de reivindicações da comunidade foi entregue a todos os vereadores e deputados estaduais, além do MPE Habitação e Urbanismo e da Promotoria de Inclusão Social, e da Subprefeitura do Itaim Paulista.Na última quinta-feira, 13 de maio, uma comissão da Ocupação Alagados do Pantanal também acionou a defensoria pública de São Miguel Paulista.
O Movimento reivindica as seguintes ações:

1) Suspensão da reintegração de posse movida contra as 100 famílias do Jardim Pantanal acampadas no terreno destinado à construção de casas populares;
2) Fim do processo de remoção e de derrubada das moradias no Jardim Pantanal;
3) Respeito aos direitos humanos por parte do governo;
4) Construção imediata de casas para abrigar as famílias atingidas e concessão sem custo de outra casa para quem teve a moradia demolida;
5) Indenização pelos prejuízos causados pelas enchentes, em razão do fechamento da barragem da Penha e abertura das barragens do Alto Tietê.
 
Mais informações:
Terreno ocupado – Rua Osório Franco Vilhena, altura do n° 900, na Vila Curuçá.
Contatos: Terra Livre- 7362-2841 ou – 7379-8860
www.terralivre.org

Cege-USP: Moção de repúdio contra a ordem de despejo aos “Alagados do Pantanal”

20 de maio de 2010

O Centro Acadêmico de Estudos Geográficos “Capistrano de Abreu” – CEGE/USP, vem, por meio deste, manifestar seu repúdio frente à reintegração de posse do terreno onde vem sendo construída a ocupação “Alagados do Pantanal”

Acreditamos que é um ato de extrema criminalização às famílias que desde abril vem se organizando e construindo um movimento de luta por moradia digna.
Se negar às negociações e ao diálogo com os movimentos sociais demonstra um enorme desrespeito com o povo que luta por seus direitos.
Não é com polícia que um problema político é discutido.

Todo apoio às ocupações em São Paulo, em especial a ocupação dos “Alagados do Pantanal” (segue em anexo e abaixo a moção de apoio às ocupações)

Att
Felipe

CEGE/USP
Centro de Estudos Geográficos ‘Capistrano de Abreu’
Gestão “À Palo Seco”

cegeusp@gmail.com
http://cegeusp.blogspot.com

MOÇÃO DE APOIO À OCUPAÇÃO “ALAGADOS DO PANTANAL”


         Nós, estudantes de Geografia e geógrafos, viemos manifestar nosso apoio à ocupação “Alagados do Pantanal”, no Jd. Curuça, Zona Leste de São Paulo, que se iniciou no dia 17 de abril e desde lá vêm resistindo às investidas violentas por parte do Estado através da Polícia Militar.
            O processo de urbanização, que tende a promover em sua forma mais acabada, a metrópole, uma ditadura do econômico, faz da cidade uma mercadoria e não um lugar para se habitar e viver; seus espaços tornam-se estruturas para a circulação de mercadorias e toda vida humana fica pautada em relações monetarizadas e impessoais, que giram em torno do trabalho. Todo esse processo, entretanto, tem em sua base a propriedade privada no capitalismo, que se origina na expropriação e no controle de uma classe sobre os meios de produção.
            Frente ao processo de expansão da mobilização do trabalho, as metrópoles são o principal lugar da concentração da força de trabalho e nela formam-se os exércitos industriais de reserva, ou seja, toda a massa de trabalhadores e desempregados que buscam um lugar para garantir sua reprodução mínima se concentram nas metrópoles. Porém, em um contexto de urbanização crítica, a vida urbana é restringida para poucos. O lucrativo mercado imobiliário encarrega-se de excluir a população pobre dos centros criando centralidades que o movimento do capital engendra. Assim, há uma constante reafirmação da propriedade privada da terra no processo de reprodução do urbano, como forma de expropriação dos pobres, reservando a eles as periferias e hiper-periferias.
            Ocupar terrenos que estão sob interesse social ou mesmo esperando a valorização fictícia, no seio da lógica de reprodução do espaço urbano, não é crime e sim resistência à instituição da propriedade privada, fundamento da sociedade produtora de mercadorias.
            Habitar na metrópole não é só um problema de caráter quantitativo e conjuntural como quer o Estado, os bancos da habitação e as empresas construtoras; mas sim, uma questão estrutural da reprodutibilidade capitalista, pois reafirma a propriedade privada. Por esta razão, ao invés de resolver o problema (o que só seria possível se superássemos a propriedade privada), os poderosos transferem a sua localidade. Formam-se grandes territórios nas periferias, onde a vida urbana precária se tornou a forma de reprodução das relações sociais capitalista que, efetivam específicas relações de dominação, permeando toda vida cotidiana. A exemplificação deste controle são os grandes conjuntos habitacionais, os quais o Estado direciona a população pobre e sem moradia, que têm em seus espaços funcionalizados e programados a chave para explorar o trabalhador mesmo em seu tempo do não-trabalho.
            Portanto, a luta contra a propriedade privada, contra a restrição da vida urbana é também uma luta contra os imperativos monetários. Os ocupantes em toda cidade de São Paulo persistem frente a este processo e por isso são criminalizados, por se oporem à ordem abstrata e opressora do capital.
            Por tais motivos apoiamos a luta dos moradores do Jardim Pantanal, que foram arbitrariamente alagados pelos detentores do poder, os quais agora querem impedi-los de lutar pela vida que lhes foi expropriada.
            Todo apoio às ocupações em São Paulo! Todo apoio à resistência dos Alagados do Jd. Pantanal! Pelo fim da criminalização aos que lutam!
Centro de Estudos Geográficos “Capistrano de Abreu”
Gestão “À Palo Seco”

Assine abaixo-assinado contra o despejo das 100 famílias da ocupação Alagados do Pantanal

18 de maio de 2010
Reintegração de posse vai remover 100 famílias vítimas das enchentes na Zona Leste
 
Ao governo estadual de São Paulo, à Prefeitura de São Paulo e às demais instâncias do poder público.

 Ocupação Alagados do Pantanal - Terra Livre/SP - Foto: Sergio Koei

Nós, abaixo assinados, apoiamos a luta da população da região do Pantanal que teve suas casas inundadas e perderam quase tudo nas enchentes de 2009 e 2010. Famílias, homens, mulheres e crianças ficaram sem suas casas, roupas, eletrodomésticos e até sem comida e água, além daqueles que perderam seus entes queridos. Muitos não tiveram para onde ir, mas essas pessoas não perderam a coragem.

Desde 17 de abril, cerca de 100 famílias estão acampadas num terreno abandonado na Vila Curuçá na luta por moradia digna, por um teto para morar e viver. Nós, solidários aos “Alagados do Pantanal”, queremos pedir aos senhores que intervenham para abrir negociações e evitem que mais uma vez estas famílias sejam despejadas. Atuem para que ocorra a desapropriação do terreno e para acabar com a repressão policial, pois nós queremos paz, justiça e moradia digna para todos.

 
  
CLIQUE AQUI PARA ASSINAR!
http://www.petitiononline.com/tlivre/petition.html
 
 
 
TERRA LIVRE
movimento popular do campo e da ciade
 
https://blogterralivre.wordpress.com/
terralivre.nacional@gmail.com
www.terralivre.org

Alerta de Repressão na ocupação!

4 de maio de 2010
PM corta a luz e intimida famílias na madrugada
  
Por Secretaria de Comunicação – Terra Livre-SP
04 de Maio de 2010 – 8:40
Durante a madrugada a PM cortou a luz da ocupação Alagados do Pantanal, para isso chegandoa até a invadir o acampamento, que fica na Vila Curuçá (Zona Leste da capital). No escuro passaram então à tática da intimidação e provocação contra as famílias ocupantes. Ameaças e xingamentos são usados como forma de provocação, visando desestabilizar as pessoas para forçar uma prisão. Agora no início da manhã não estão deixando os carros que estão no acampamento saírem, sob a ameaça de apreensão. Estão impedindo moradores e apoiadores da ocupação de sairem para trabalhar.
Neste momento é necessário que se exerça a solidariedade de classe. Pedimos a todos os companheiros e companheiras, entidades e movimentos que entrem em contato com a ouvidoria da PM. Estas ações da PM estão acontecendo sem qualquer respaldo legal. Os policiais estão praticando abuso de autoridade e descumpriram a lei ao entrar no terreno sem ordem judicial.
  
DISQUE- OUVIDORIA DA POLÍCIA:

0800-177070
Atendimento de 2ª à 6ª feira – das 9:00 às 17:00 h

Envie cópia para: secretaria@terralivre.org

Esta ação é o exemplo de como o governo do estado de São Paulo trata os trabalhadores: primeiro promovem as enchentes, derrubam casas e agora intimidam e reprimem quem ousa lutar.


TERRA LIVRE – movimento popular do campo e da cidade
Regional São Paulo

11-7379 8860 – Vagner
11-7362 2841 – Zélia
11-7487 2925 – Marcio

Terra Livre ocupa 4 fazendas em Goiás

3 de maio de 2010

NOTA À IMPRENSA

     Comunicamos que cerca de 150 famílias, organizadas no Movimento Popular Terra Livre, ocuparam na madrugada do dia 01/05/2010, 4 fazendas no Município de Lagoa Santa/GO.

      As famílias reivindicam agilidade para emissão na pose das fazendas, pois as mesmas foram arrecadadas em favor da união, pela justiça Federal do PR, fruto da operação Ícaro realizada pela PF em 2006, que prendeu o proprietário Luis Carlos Rodrigues. A justiça aresto todo seu patrimônio por comprovar ser oriundo do trafico internacional de drogas e corrupção de agentes públicos entre o patrimônio arrestado 5   imóveis no Município de Lagoa Santa.

    Fazendas: Futuro III/Duas Barras, Futuro II/Balsamo, FuturoIV /Vale Verde, Futuro/Jaborandy/Pombas,  Santa Amélia.

       O movimento popular Terra Livre demandou ao INCRA, que realizou vistoria e solicitou ao Senhor Juiz Federal da 2º Vara Criminal da Justiça Federal –Seção judiciária do Estado do PR. Processo nº 2006.7000020127-7.

     O juiz encaminho o processo para a SENAD( Secretaria Nacional Antidrogas) para que proceda os trames administrativos com o INCRA no objetivo de  destinar as Fazendas para fins de Reforma Agrária.

 Atenciosamente,

 Secretaria de Comunicação,

Terra Livre – movimento popular do campo e da cidade – Regional Goiás