Contra os assassinatos dos militantes do Campo e da Cidade

12 de novembro de 2011

 

Ato Público realizado no dia 8 de agosto de 2011 no TUCA/SP. O objetivo do ato e deste vídeo é denunciar as ameaças e assassinatos que estão ocorrendo contra militantes dos movimentos sociais que lutam por suas comunidades e constituir uma rede de solidariedade e proteção. Mais informações acesse http://www.apropucsp.org.br

 

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Curta-documentário: Entre rios

12 de novembro de 2011

Entre Rios conta de modo rápido a história de São Paulo e como essa está totalmente ligada com seus rios. Muitas vezes no dia-a-dia frenético de quem vive São Paulo eles passam desapercebidos e só se mostram quando chove e a cidade pára. Mas não sinta vergonha se você não sabe onde encontram esses rios! Não é sua culpa! Alguns foram escondidos de nossa vista e outros vemos só de passagem, mas quando o transito pára nas marginais podemos apreciar seu fedor. É triste mas a cidade está viva e ainda pode mudar!

O video foi realizado em 2009 como trabalho de conclusão de Caio Silva Ferraz, Luana de Abreu e Joana Scarpelini no curso em Bacharelado em Audiovisual no SENAC-SP, mas contou com a colaboração de várias pessoas que temos muito a agradecer.

Direção:
Caio Silva Ferraz

Produção:
Joana Scarpelini

Edição:
Luana de Abreu

Animações:
Lucas Barreto
Peter Pires Kogl
Heitor Missias
Luis Augusto Corrêa
Gabriel Manussakis
Heloísa Kato
Luana Abreu

Camera:
Paulo Plá
Robert Nakabayashi
Tomas Viana
Gabriel Correia
Danilo Mantovani
Marcos Bruvic

Trilha Sonora:
Aécio de Souza
Mauricio de Oliveira
Luiz Romero Lacerda

Locução:
Caio Silva Ferraz

Edição de Som:
Aécio de Souza

Orientadores:
Nanci Barbosa
Flavio Brito

Orientador de Pesquisa:
Helena Werneck

Entrevistados:
Alexandre Delijaicov
Antônio Cláudio Moreira Lima e Moreira
Nestor Goulart Reis Filho
Odette Seabra
Marco Antonio Sávio
Mario Thadeu Leme de Barros
José Soares da Silva

O Estado não pode lavar as mãos diante de mortes anunciadas

1 de junho de 2011

A Coordenação Nacional da Comissão Pastoral da Terra reputa como muito estranhas as afirmativas de representantes da Secretaria Estadual de Segurança Pública do Pará, do Ibama e do Incra que disseram no dia 25 de maio desconhecer as ameaças de morte sofridas pelos trabalhadores José Claudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo da Silva, assassinados a mando de madeireiros no dia 24, em Nova Ipixuna (PA). O ouvidor agrário nacional, Gercino José da Silva Filho, chegou a afirmar que o casal não constava de nenhuma relação de ameaçados em conflitos agrários, elaborada pela Ouvidoria ou pela Comissão Nacional de Combate à Violência no Campo.
A CPT, que desde 1985 presta um serviço à sociedade brasileira registrando e
divulgando um relatório anual dos conflitos no campo e das violências sofridas pelos trabalhadores e trabalhadoras, com destaque para os assassinatos e ameaças de morte, desde 2001 registrou entre os ameaçados de morte o nome de José Claudio.
Seu nome aparece nos relatórios de 2001, 2002 e 2009. E nos relatórios de 2004, 2005 e 2010 constam o nome dele e de sua esposa, Maria do Espírito Santo. Pela sua metodologia, a CPT registra a cada ano só as ocorrências de novas ameaças.
Também o nome de Adelino Ramos, assassinado no dia 27 de maio, em Vista Alegre do Abunã, Rondônia, constou da lista de ameaçados de 2008. Em 22 de julho de 2010, o senhor Adelino participou de audiência, em Manaus, com o Ouvidor Agrário Nacional, Dr. Gercino Filho, e a Comissão de Combate à Violência e Conflitos no Campo e denunciou as ameaças que vinha sofrendo constantemente, inclusive citando nomes dos responsáveis pelas ameaças.
No dia 29 de abril de 2010, a CPT entregou ao ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, os dados dos Conflitos e da Violência no Campo, compilados nos relatórios anuais divulgados pela pastoral desde 1985. Um dos documentos entregue foi a relação de Assassinatos e Julgamentos de 1985 a 2009. Até 2010, foram  assassinadas 1580 pessoas, em 1186 ocorrências. Destas somente 91 foram a julgamento com a condenação de apenas 21 mandantes e 73 executores. Dos mandantes condenados somente Vitalmiro Bastos de Moura, o Bida, acusado de ser um dos mandantes do assassinato de Irmã Dorothy Stang, continua preso.
As mortes no campo podem se intitular de Crônicas de mortes anunciadas. De 2000 a 2011, a CPT tem registrado em seu banco de dados ameaças de morte no campo, contra 1.855 pessoas. De 207 pessoas há o registro de terem sofrido mais de uma ameaça. E destas, 42 foram assassinadas e outras 30 sofreram tentativas de assassinato. 102 pessoas, das 207, foram ou são lideranças e 27 religiosos ou agentes de pastoral.
O que se assiste em nosso país é uma contra-reforma agrária e é uma falácia o tal desmatamento zero. O poder do  latifúndio, travestido hoje de agronegócio, impõe suas regras afrontando o direito dos posseiros, pequenos agricultores, comunidades quilombolas e indígenas e outras categorias camponesas. Também avança sobre reservas ambientais e reservas extrativistas. O apoio, incentivo e financiamento do
Estado ao agronegócio, o fortalece para seguir adiante,  acobertado pelo discurso do desenvolvimento econômico que nada mais é do que a negação dos direitos fundamentais da pessoa, do meio ambiente e da natureza. Isso ficou explícito durante a votação do novo Código Florestal que melhor poderia se denominar de Código do Desmatamento. Além de flexibilizar as leis, a repugnante atitude dos deputados
ruralistas, que vaiaram o anúncio da morte do casal, vem reafirmar que o interesse do grupo está em garantir o avanço do capital sobre as florestas, pouco se importando
com as diferentes formas de vida que elas sustentam e muito menos com a vida de quem as defende. A violência no campo é alimentada, sobretudo, pela impunidade, como se pode concluir dos números dos assassinatos e julgamentos. O poder
judiciário, sempre ágil para atender os reclamos do agronegócio, mostra-se pouco ou nada interessado quando as vítimas são os trabalhadores e trabalhadoras do campo.
A morte é uma decorrência do modelo de exploração econômica que se implanta a ferro e fogo. Os que tentam se opor a este modelo devem ser cooptados por migalhas ou promessas, como ocorre em Belo Monte, silenciados ou eliminados.
A Coordenação Nacional da CPT vê que na Amazônia matar e desmatar andam juntos. Por isso exige uma ação forte e eficaz do governo, reconhecendo e titulando os territórios das populações e comunidades amazônidas, estabelecendo
limites à ação das madeireiras e empresas do agronegócio em sua voracidade sobreos bens da natureza. Também exige do judiciário medidas concretas que ponham um fim à impunidade no campo.

Goiânia, 30 de maio de 2011.
A Coordenação Nacional da CPT

Assista: Maio, nosso maio

18 de maio de 2011

Feita com Software Livre e em um processo coletivo, a animação “Maio Nosso Maio” apresenta de forma leve e compromissada uma leitura histórica que resgata o sentido original do Dia dos Trabalhadores.

Despejo violento na Vila Natal

1 de abril de 2011

Por Rede Extremo Sul

Truculência do Estado na Vila Natal

Com uma ordem de despejo nas mãos, funcionários da Prefeitura e a polícia despejaram ontem treze famílias na Guanabara, Vila Natal. A reintegração de posse foi pedida pela CPTM, “dona” do terreno onde se encontra essa comunidade com cerca de 1200 famílias. Ainda não temos informações precisas, mas existe risco desse despejo continuar e atingir várias outras casas.

Às famílias despejadas não foi dada nenhuma alternativa habitacional, e nem mesmo o bolsa-aluguel. Ontem elas ocuparam um galpão para se abrigar, mas também foram despejadas de lá. Para completar essa situação terrível, a Subprefeitura da Capela do Socorro se comprometeu a fornecer cestas básicas e colchões às famílias, mas eles foram entregues às famílias erradas!!! E depois, percebendo o erro, ainda quiseram pegar de volta…

Os governantes e as elites mais uma vez declaram que estão em guerra contra a população da periferia. Precisamos encarar esse fato e nos organizarmos para reagir, rapidamente. Do contrário, essas barbaridades vão continuar a se multiplicar.

http://redeextremosul.wordpress.com/2011/03/31/despejo-violento-na-vila-natal/

Siga o movimento popular Terra Livre no Twitter

31 de março de 2011

Para dinamizar a troca de informações e a divulgação de nossas lutas, agora o TERRA LIVRE – movimento popular do campo e da cidade também está no Twitter.

Para seguir o movimento no microblog basta acessar: http://www.twitter.com/@terralivre_mov .

Siga o @terralivre_mov e fique por dentro de nossas lutas!

Prefeitura joga entulhos no Córrego

30 de março de 2011

Por Rede Extremo Sul

Até onde chega a irresponsabilidade da Prefeitura

Se não bastasse o despejo absurdo dos moradores da Vila Joaniza que haviam sido coagidos a sair de suas casas, antes que a comunidade se organizasse, a Prefeitura consegue ir além. Com um forte aparato da Guarda Ambiental e da Guarda Civil Metropolitana, as casas dessas pessoas têm sido demolidas, e os entulhos produzidos têm sido simplesmente despejados no córrego!!! Eis aí a grande preocupação da Prefeitura com a segurança dos moradores, a prevenção das enchentes e com a preservação ambiental.

http://redeextremosul.wordpress.com/2011/03/28/prefeitura-joga-entulhos-no-corrego/

Confira as postagens de março no terralivre.org

30 de março de 2011

Confira as postagens do mês de março de 2011 no site terralivre.org do movimento popular Terra Livre:

“O papel do INCRA na Reforma Agrária” é discutido na Assembléia Legislativa de GO – 29/03/2011

Mulheres do Movimento Terra Livre participam do Encontro de Mulheres do Setor Gráfico – 25/03/2011

Violência no campo: Despejo brutal na Guatemala – 22/03/2011

Coletivo de Educação e Formação do Terra Livre participou da reunião ampliada da Rede de Educação Cidadã de Goiás – 21/03/2011

Três acusados do assassinato brutal do companheiro Sebastião Bezerra da Silva são presos – 15/03/2011

Governo Dilma discute reformulação ou extinção do INCRA – 11/03/2011

SUPLÍCIO DE UMA LUTA: MARCHA DE GOIÂNIA À BRASÍLIA EM 2003 – 11/03/2011

Fórum do MULP – Violência contra a mulher10/03/2011

8 de março: Uma celebração militante08/03/2011

A morte do companheiro Sebastião Bezerra da Silva não pode ficar impune! – 02/03/2011

Seminário nacional de educação do campo discutiu os avanços e desafios do PRONERA nos seus 12 anos de existência

11 de novembro de 2010

Nos dias 03,04 e 05 de novembro aconteceu em Brasília no auditório Nereu Ramos, o IV seminário nacional de educação do campo realizado pelo Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (PRONERA).

O Seminário contou com a presença e participação dos movimentos sociais do campo, das universidades e do INCRA, além de outros órgãos do governo federal e parlamentares que passaram para saudar o encontro assim como os participantes.

O debate nos três dias discorreu sobre a discussão da questão agrária atual no Brasil e como que a luta pela educação do campo e no campo está inserida neste contexto, assim como os avanços e desafios apresentados nos 12 anos de existência do PRONERA.

O Que no inicio parecia mais uma festa em comemoração a vitoria de Dilma Rousseff (PT), logo começou a mudar o clima com as intervenções da plenária, que trouxeram os vários problemas enfrentados pelos alunos do PRONERA, a burocracia enfrentada pelas universidades que aderem ao programa, e as limitações dos servidores do INCRA que ficam presos a burocracia do órgão.

O movimento Terra Livre que em Goiás já tendo participado de dois convênios anteriores de alfabetização, e atualmente espera o inicio do convenio de escolarização de 1º a 4º serie em parceria com a universidade federal de Goiás (UFG), e esta discutindo com o INCRA o curso de Técnico em Agroecologia. Participou do seminário em Brasília, questionando a postura defensiva dos movimentos sociais frente à conjuntura atual, assim como da burocracia do INCRA que impede que os convênios sejam implantados com mais rapidez. Defendeu a importância dos movimentos sociais em todo esse processo, na conquista do PRONERA, colocando que sem os movimentos sociais o PRONERA não existiria, por isso a importância de se reconhecer e garantir a participação dos movimentos sociais em todo processo de discussão, elaboração e execução do PRONERA.

No dia 04 de novembro, tivemos uma grande vitoria com a assinatura do decreto pelo Presidente Lula sobre a educação do campo e o PRONERA. E a noite foi lançado o fórum nacional de educação do campo.

O seminário foi finalizado no dia 05 de novembro com a leitura e aprovação da carta final do IV seminário nacional de educação do campo.

Pedro Ferreira Nunes
Coletivo de Educação e Formação Terra Livre

Manifestação chama atenção para ocupações ameaçadas de despejo em Belo Horizonte

7 de novembro de 2010

Karol Assunção *

Ocupações de BH protestam contra ameaças de despejo

Ocupações de BH protestam contra ameaças de despejo

Adital – 05.11.10 – BRASIL

Está marcada para hoje (5) uma nova mobilização em apoio às comunidades ameaçadas de despejo em Belo Horizonte, Minas Gerais. A concentração começa às 16h na Praça Sete de Setembro, no centro da capital mineira, de onde os manifestantes sairão, às 17h, em caminhada rumo à sede da Prefeitura Municipal. A manifestação é organizada pelo Fórum Permanente de Solidariedade às Ocupações_BH.De acordo com Lacerda Santos, membro da coordenação das ocupações Irmã Dorothy e Camilo Torres, a ação tem o objetivo de sensibilizar a sociedade para a situação das famílias que estão ameaçadas de despejo forçado em Belo Horizonte. Segundo ele, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais já expediu ordem de despejo e a Polícia Militar já tem o mandado de reintegração de posse. “Só não despejaram antes por causa da eleição”, afirma.

Cerca de oito mil famílias das ocupações Camilo Torres, Irmã Dorothy I e II, localizadas no bairro Barreiro; Dandara, no Céu Azul; e Torres Gêmeas, em Santa Tereza, estão ameaçadas de perder suas casas e ficar sem moradia. Isso porque, de acordo com Santos, não há contrapartida das autoridades. “As famílias não têm para onde ir. Será um despejo em via pública”, anuncia.Santos comenta, com base em dados da Fundação João Pinheiro, que Belo Horizonte possui um déficit habitacional de 55 mil famílias e que existem cerca de 70 mil imóveis abandonados na cidade. Segundo ele, a prefeitura possui um programa de habitação, no qual há aproximadamente 15 mil famílias para serem beneficiadas. “A prefeitura já disse que [as pessoas das ocupações] não podem furar fila”, comenta.

O integrante da coordenação das ocupações revela que a situação fica ainda mais difícil porque não conseguiram discutir sobre o assunto nem com a Prefeitura nem com o Estado. “Estão tratando o despejo como caso de polícia. Dois anos e meio de luta e [as autoridades] se negam a dialogar”, denuncia.

Para ele, o ideal seria conversar com as autoridades e, juntos, buscarem a melhor solução para todos. Desapropriação, bolsa-moradia, inclusão no programa “Minha Casa, Minha Vida”, e crédito solidário são algumas sugestões apontadas por Santos. “Soluções há várias, o que falta é vontade política”, acredita.

Solidariedade

As famílias das comunidades ameaçadas de despejo não estão sozinhas. O Fórum Permanente de Solidariedade às Ocupações_BH divulgou um manifesto contra as remoções forçadas. O documento, assinado por mais de 60 organizações e movimentos sociais, critica a atual política habitacional da Prefeitura e do Governo estadual e pede que as autoridades mineiras dialoguem com as famílias das ocupações.

“As famílias que vivem nas comunidades Camilo Torres, Irmã Dorothy I, Irmã Dorothy II, Águas Claras, Dandara, Recanto UFMG e Torres Gêmeas exigem respeito e cobram a abertura imediata de mesas de negociação com o Poder Público tendo em vista as inúmeras possibilidades de solução digna do conflito. Caso contrário, estamos diante de um Massacre Anunciado, pois essas famílias estão dispostas a doarem suas vidas para não abrir mão de sua dignidade”, destacam.

Para ler o Manifesto na íntegra, acesse: solidariedadeocupacoesbh.wordpress.com

* Jornalista da Adital