Archive for the ‘Solidariedade’ Category

URGENTE:Acampamento “Alagados do Pantanal” pode ser despejado amanhã

20 de maio de 2010

 
Terreno ocupado em abril teve início de desapropriação em dezembro de 2009 pela Prefeitura de São Paulo para construção de casas populares, conforme o Decreto 51.155.

Por Secretaria de Comunicação

Cerca de 100 famílias desabrigadas pelas enchentes do Rio Tietê ocuparam, no dia 17 de abril, um terreno abandonado na Vila Curuçá, na Zona Leste de São Paulo. Mas a reintegração de posse prevista para o dia 20 de maio, expedido pela Justiça, poderá despejá-las novamente.

As chuvas afetaram a região entre dezembro de 2009 e março de 2010. Os antigos moradores dos bairros prejudicados discordam da chamada bolsa-aluguel, concedida pela Prefeitura como medida emergencial. A bolsa-aluguel de R$ 300,00 mensais não é suficiente para pagar o aluguel de uma casa nem numa favela. Outra reclamação é a de que as moradias já foram demolidas, mas as famílias não foram indenizadas e não têm para onde ir. Nos casos mais críticos, diversas pessoas estão sem ter onde morar e sequer receberam a bolsa-aluguel.
 
Solicitamos a todos os companheiros e companheiras que são solidários à nossa luta, contra os crimes do Governo do Estado de São Paulo (Serra/Goldman) e da Prefeitura (Kassab), a prestar apoio mais uma vez. Existem 3 formas de ajudar:
 
1) Assinando o abaixo-assinado eletrônico:

CLIQUE AQUI PARA ASSINAR!

http://www.petitiononline.com/tlivre/petition.html

 
2) Enviando moções de repúdio à Prefeitura, ao Estado e à Cohab, solicitando que intervenham no processo:

– Gabinete do Prefeito: gabinetedoprefeito@prefeitura.sp.gov.br
– Secretaria de Habitação: sehab@prefeitura.sp.gov.br
– Subprefeitura do Itaim Paulista: itaimpaulista@prefeitura.sp.gov.br
– Secretaria de Segurança Pública: seguranca@sp.gov.br
Com Cópia para secretaria@terralivre.org
 
3) Comparecendo a partir de amanhã na ocupação Alagados do Pantanal.

Endereço: Rua Osório Franco Vilhena, altura do n° 900, na Vila Curuçá.
Como chegar:
– De trem: Descer na estação Jardim Helena/Vila Mara (Linha Brás-Calmon Viana). Sair pelo lado direito da estação e pegar à esquerda na Av. Marechal Tito. Virar a próxima à direita (Rua Gendiroba), e a terceira à esquerda (após uma escola). Seguir em frente pegando à esquerda nas bifurcações, acompanhando os campos de futebol e plantações.

A pauta de reivindicações da comunidade foi entregue a todos os vereadores e deputados estaduais, além do MPE Habitação e Urbanismo e da Promotoria de Inclusão Social, e da Subprefeitura do Itaim Paulista.Na última quinta-feira, 13 de maio, uma comissão da Ocupação Alagados do Pantanal também acionou a defensoria pública de São Miguel Paulista.
O Movimento reivindica as seguintes ações:

1) Suspensão da reintegração de posse movida contra as 100 famílias do Jardim Pantanal acampadas no terreno destinado à construção de casas populares;
2) Fim do processo de remoção e de derrubada das moradias no Jardim Pantanal;
3) Respeito aos direitos humanos por parte do governo;
4) Construção imediata de casas para abrigar as famílias atingidas e concessão sem custo de outra casa para quem teve a moradia demolida;
5) Indenização pelos prejuízos causados pelas enchentes, em razão do fechamento da barragem da Penha e abertura das barragens do Alto Tietê.
 
Mais informações:
Terreno ocupado – Rua Osório Franco Vilhena, altura do n° 900, na Vila Curuçá.
Contatos: Terra Livre- 7362-2841 ou – 7379-8860
www.terralivre.org

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Cege-USP: Moção de repúdio contra a ordem de despejo aos “Alagados do Pantanal”

20 de maio de 2010

O Centro Acadêmico de Estudos Geográficos “Capistrano de Abreu” – CEGE/USP, vem, por meio deste, manifestar seu repúdio frente à reintegração de posse do terreno onde vem sendo construída a ocupação “Alagados do Pantanal”

Acreditamos que é um ato de extrema criminalização às famílias que desde abril vem se organizando e construindo um movimento de luta por moradia digna.
Se negar às negociações e ao diálogo com os movimentos sociais demonstra um enorme desrespeito com o povo que luta por seus direitos.
Não é com polícia que um problema político é discutido.

Todo apoio às ocupações em São Paulo, em especial a ocupação dos “Alagados do Pantanal” (segue em anexo e abaixo a moção de apoio às ocupações)

Att
Felipe

CEGE/USP
Centro de Estudos Geográficos ‘Capistrano de Abreu’
Gestão “À Palo Seco”

cegeusp@gmail.com
http://cegeusp.blogspot.com

MOÇÃO DE APOIO À OCUPAÇÃO “ALAGADOS DO PANTANAL”


         Nós, estudantes de Geografia e geógrafos, viemos manifestar nosso apoio à ocupação “Alagados do Pantanal”, no Jd. Curuça, Zona Leste de São Paulo, que se iniciou no dia 17 de abril e desde lá vêm resistindo às investidas violentas por parte do Estado através da Polícia Militar.
            O processo de urbanização, que tende a promover em sua forma mais acabada, a metrópole, uma ditadura do econômico, faz da cidade uma mercadoria e não um lugar para se habitar e viver; seus espaços tornam-se estruturas para a circulação de mercadorias e toda vida humana fica pautada em relações monetarizadas e impessoais, que giram em torno do trabalho. Todo esse processo, entretanto, tem em sua base a propriedade privada no capitalismo, que se origina na expropriação e no controle de uma classe sobre os meios de produção.
            Frente ao processo de expansão da mobilização do trabalho, as metrópoles são o principal lugar da concentração da força de trabalho e nela formam-se os exércitos industriais de reserva, ou seja, toda a massa de trabalhadores e desempregados que buscam um lugar para garantir sua reprodução mínima se concentram nas metrópoles. Porém, em um contexto de urbanização crítica, a vida urbana é restringida para poucos. O lucrativo mercado imobiliário encarrega-se de excluir a população pobre dos centros criando centralidades que o movimento do capital engendra. Assim, há uma constante reafirmação da propriedade privada da terra no processo de reprodução do urbano, como forma de expropriação dos pobres, reservando a eles as periferias e hiper-periferias.
            Ocupar terrenos que estão sob interesse social ou mesmo esperando a valorização fictícia, no seio da lógica de reprodução do espaço urbano, não é crime e sim resistência à instituição da propriedade privada, fundamento da sociedade produtora de mercadorias.
            Habitar na metrópole não é só um problema de caráter quantitativo e conjuntural como quer o Estado, os bancos da habitação e as empresas construtoras; mas sim, uma questão estrutural da reprodutibilidade capitalista, pois reafirma a propriedade privada. Por esta razão, ao invés de resolver o problema (o que só seria possível se superássemos a propriedade privada), os poderosos transferem a sua localidade. Formam-se grandes territórios nas periferias, onde a vida urbana precária se tornou a forma de reprodução das relações sociais capitalista que, efetivam específicas relações de dominação, permeando toda vida cotidiana. A exemplificação deste controle são os grandes conjuntos habitacionais, os quais o Estado direciona a população pobre e sem moradia, que têm em seus espaços funcionalizados e programados a chave para explorar o trabalhador mesmo em seu tempo do não-trabalho.
            Portanto, a luta contra a propriedade privada, contra a restrição da vida urbana é também uma luta contra os imperativos monetários. Os ocupantes em toda cidade de São Paulo persistem frente a este processo e por isso são criminalizados, por se oporem à ordem abstrata e opressora do capital.
            Por tais motivos apoiamos a luta dos moradores do Jardim Pantanal, que foram arbitrariamente alagados pelos detentores do poder, os quais agora querem impedi-los de lutar pela vida que lhes foi expropriada.
            Todo apoio às ocupações em São Paulo! Todo apoio à resistência dos Alagados do Jd. Pantanal! Pelo fim da criminalização aos que lutam!
Centro de Estudos Geográficos “Capistrano de Abreu”
Gestão “À Palo Seco”

Nota da ENECOS em apoio a ocupação na Zona Leste de São Paulo

29 de abril de 2010

Nota da ENECOSSão Paulo, 28 de abril de 2010
A Executiva Nacional dos Estudantes de Comunicação Social – ENECOS, vem declarar o seu apoio as famílias do movimento Terra Livre que ocupam um terreno na Vila Curuçá, zona leste da cidade de São Paulo. Os motivos que levam a população a ocupar esse terreno é de inteira responsabilidade do Governo do Estado e da Prefeitura da Capital, que criminosamente causaram o fechamento das barragens que levaram a inundação dos bairros da região do Jardim Pantanal e Jardim Romano. Enquanto as obras de ampliação das pistas da marginal Tietê foram preservadas da chuva, centenas de famílias viraram o ano com a destruição de seus pertences. Diferentemente do que a grande imprensa, em conluio com os governos tucanos, tentam impor a opinião pública, as ocupações de áreas de várzea são causados pela especulação imobiliária. Os interesses das construtoras, imobiliárias e incorporadoras ao longo das ultimas décadas obrigaram centenas de trabalhadores da região metropolitana a irem morar nas periferias, várzeas e áreas de mananciais, enquanto centenas de edifícios da região central se encontram abandonados, criando verdadeiros latifúndios urbanos improdutivos.

A ENECOS se solidariza aos moradores alagados do Pantanal e de todas as áreas ocupadas de todo o Brasil, seja no campo ou na cidade.

Executiva Nacional dos Estudantes de Comunicação Social – ENECOS
www.enecos.org.br
Gestão Aos Que Virão

Moção de apoio: DCE UEPG

27 de abril de 2010

Por Diretório Central de Estudantes da Universidade Estadual de Ponta Grossa

Moção de apoio as famílias que ocuparam o terreno na Zona Leste de São Paulo

 
No dia 18 de abril de 2010, cerca de 100 famílias, vítimas das enchentes ocorridas no Jardim Pantanal, Zona Leste da capital paulista, ocuparam um terreno na Vila Curuçá, Zona Leste da capital de São Paulo.
 
Enchentes que foram agravadas por ordem do governo Serra, que mandou fechar as comportas da barragem da Penha, inundando propositalmente toda a região para forçar a saída das famílias, tudo isso para construir o Parque Linear Várzeas do Tietê.
 
Desde 19 de abril de 2010 os governos de Serra e Kassab enviaram a polícia para reprimir as famílias, tratando-as com total desrespeito e violência, inclusive impedindo a entrada de alimentos. Essas famílias perderam suas casas, e ainda são tratadas como criminosas!
 
Nós, estudantes e membros do Diretório Central dos Estudantes da Universidade Estadual de Ponta Grossa – Paraná, viemos através desta moção, mostrar nosso incondicional apoio a ocupação e as famílias vítimas das enchentes, dos governos Serra e Kassab.
 
Exigimos dos governos, federal, estadual, e municipal a garantia da integridade física das famílias da ocupação, bem como uma política pública que garanta uma reforma urbana que atenda as necessidades de toda a população.
 
Ponta Grossa, 26 de abril de 2010.
Diretório Central dos Estudantes da UEPG

Moção de apoio: FEMEH

27 de abril de 2010

Moção da FEMEH ao movimento Terra Livre
 
A FEMEH (Federação do Movimento Estudantil de História) coloca o seu total apoio à ocupação realizada pelo movimento Terra Livre, em um terreno da Vila Curuçá, Zona Leste de São Paulo, junto a cerca de 100 famílias vitimas das enchentes de dezembro de 2009 e janeiro de 2010, causadas pelo fechamento das comportas da Barragem da Penha e a abertura da barragem do Alto Tietê. A FEMEH está ao lado dos movimentos da cidade e do campo em nome da justiça social e , sendo assim, repudia as ações criminosas que a prefeitura de São Paulo tem aplicado nessa região da cidade, desde de abertura e fechamento das referidas barragens até as falaciosas e insuficientes alternativas que têm sido oferecidas à população desabrigada. A FEMEH, engrossando as fileiras contra a criminalização dos movimentos sociais, também repudia a atuação repressiva da polícia no local, que coage e ameaça os companheiros ocupantes, além de proibir a entrada de alimentos no acampamento.

Saudações,
 
FEMEH