Archive for the ‘Criminalização dos movimentos sociais’ Category

Despejo violento na Vila Natal

1 de abril de 2011

Por Rede Extremo Sul

Truculência do Estado na Vila Natal

Com uma ordem de despejo nas mãos, funcionários da Prefeitura e a polícia despejaram ontem treze famílias na Guanabara, Vila Natal. A reintegração de posse foi pedida pela CPTM, “dona” do terreno onde se encontra essa comunidade com cerca de 1200 famílias. Ainda não temos informações precisas, mas existe risco desse despejo continuar e atingir várias outras casas.

Às famílias despejadas não foi dada nenhuma alternativa habitacional, e nem mesmo o bolsa-aluguel. Ontem elas ocuparam um galpão para se abrigar, mas também foram despejadas de lá. Para completar essa situação terrível, a Subprefeitura da Capela do Socorro se comprometeu a fornecer cestas básicas e colchões às famílias, mas eles foram entregues às famílias erradas!!! E depois, percebendo o erro, ainda quiseram pegar de volta…

Os governantes e as elites mais uma vez declaram que estão em guerra contra a população da periferia. Precisamos encarar esse fato e nos organizarmos para reagir, rapidamente. Do contrário, essas barbaridades vão continuar a se multiplicar.

http://redeextremosul.wordpress.com/2011/03/31/despejo-violento-na-vila-natal/

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Manifestação chama atenção para ocupações ameaçadas de despejo em Belo Horizonte

7 de novembro de 2010

Karol Assunção *

Ocupações de BH protestam contra ameaças de despejo

Ocupações de BH protestam contra ameaças de despejo

Adital – 05.11.10 – BRASIL

Está marcada para hoje (5) uma nova mobilização em apoio às comunidades ameaçadas de despejo em Belo Horizonte, Minas Gerais. A concentração começa às 16h na Praça Sete de Setembro, no centro da capital mineira, de onde os manifestantes sairão, às 17h, em caminhada rumo à sede da Prefeitura Municipal. A manifestação é organizada pelo Fórum Permanente de Solidariedade às Ocupações_BH.De acordo com Lacerda Santos, membro da coordenação das ocupações Irmã Dorothy e Camilo Torres, a ação tem o objetivo de sensibilizar a sociedade para a situação das famílias que estão ameaçadas de despejo forçado em Belo Horizonte. Segundo ele, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais já expediu ordem de despejo e a Polícia Militar já tem o mandado de reintegração de posse. “Só não despejaram antes por causa da eleição”, afirma.

Cerca de oito mil famílias das ocupações Camilo Torres, Irmã Dorothy I e II, localizadas no bairro Barreiro; Dandara, no Céu Azul; e Torres Gêmeas, em Santa Tereza, estão ameaçadas de perder suas casas e ficar sem moradia. Isso porque, de acordo com Santos, não há contrapartida das autoridades. “As famílias não têm para onde ir. Será um despejo em via pública”, anuncia.Santos comenta, com base em dados da Fundação João Pinheiro, que Belo Horizonte possui um déficit habitacional de 55 mil famílias e que existem cerca de 70 mil imóveis abandonados na cidade. Segundo ele, a prefeitura possui um programa de habitação, no qual há aproximadamente 15 mil famílias para serem beneficiadas. “A prefeitura já disse que [as pessoas das ocupações] não podem furar fila”, comenta.

O integrante da coordenação das ocupações revela que a situação fica ainda mais difícil porque não conseguiram discutir sobre o assunto nem com a Prefeitura nem com o Estado. “Estão tratando o despejo como caso de polícia. Dois anos e meio de luta e [as autoridades] se negam a dialogar”, denuncia.

Para ele, o ideal seria conversar com as autoridades e, juntos, buscarem a melhor solução para todos. Desapropriação, bolsa-moradia, inclusão no programa “Minha Casa, Minha Vida”, e crédito solidário são algumas sugestões apontadas por Santos. “Soluções há várias, o que falta é vontade política”, acredita.

Solidariedade

As famílias das comunidades ameaçadas de despejo não estão sozinhas. O Fórum Permanente de Solidariedade às Ocupações_BH divulgou um manifesto contra as remoções forçadas. O documento, assinado por mais de 60 organizações e movimentos sociais, critica a atual política habitacional da Prefeitura e do Governo estadual e pede que as autoridades mineiras dialoguem com as famílias das ocupações.

“As famílias que vivem nas comunidades Camilo Torres, Irmã Dorothy I, Irmã Dorothy II, Águas Claras, Dandara, Recanto UFMG e Torres Gêmeas exigem respeito e cobram a abertura imediata de mesas de negociação com o Poder Público tendo em vista as inúmeras possibilidades de solução digna do conflito. Caso contrário, estamos diante de um Massacre Anunciado, pois essas famílias estão dispostas a doarem suas vidas para não abrir mão de sua dignidade”, destacam.

Para ler o Manifesto na íntegra, acesse: solidariedadeocupacoesbh.wordpress.com

* Jornalista da Adital

Em solidariedade aos grevistas do judicário

17 de agosto de 2010

Moção de Apoio à Greve do Judiciário Paulista

O Terra Livre – movimento popular do campo e da cidade – vem a público manifestar apoio à greve das trabalhadoras e trabalhadores do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.

Estes servidores que constroem uma greve com mais de 100 dias não confrontam apenas o patrão, travestido de tribunal de justiça. Enfrentam por um lado o mesmo governo que inundou o Pantanal da Zona Leste, na capital paulista, e que agora vai despejar 25 mil famílias da região, e por outro a burguesia, que sai extremamente protegida nesse contexto de crise econômica.

O sucateamento do funcionalismo, as privatizações dos bens e serviços públicos são as políticas de governos aliados aos patrões, que preferem dar bilhões a meia dúzia de banqueiros do que reajustar os salários de milhares de trabalhadores, e desempregar outros tantos. Não há moradias, creches, escolas, saúde, educação e nem salários dignos, mas há muitos capitalistas felizes.

Reconhecemos que o Tribunal de Justiça faz parte do braço burocrático que, através do Estado, representa e defende os interesses da classe burguesa, e muitas vezes oprime os mais pobres e despossuídos. Porém, isso não é culpa de seus trabalhadores e, acima de tudo, somos totalmente favoráveis à luta dos funcionários dessa instituição, pois entendemos que isso está a favor das necessidades da classe trabalhadora.

As lutas nas greves, nas ocupações, nos piquetes, são essenciais para os trabalhadores pois somente para nós é que a vida tem mais valor que o dinheiro. Cabe a nós esta luta, que derrote os capitalistas e construa uma Terra Livre.

Por esses trabalhadores e trabalhadoras, por uma unidade entre o campo e a cidade, manifestamos nosso apoio fraterno de irmãos de classe em greve.

Por terra, teto e trabalho, todo apoio aos grevistas do judiciário paulista!

Coordenação Nacional do Terra Livre

O papel da luta por moradia na conjuntura política do Distrito Federal e comunidades adjacentes

4 de agosto de 2010

A luta por moradia, um “problema” de todos

Ainda mal curadas as feridas de uma decepcionante Copa do Mundo, e esmiuçadas as tristes condições em que se dará o debate eleitoreiro e a dinâmica de nossas cidades nos meses que virão, nos voltamos novamente à realidade, ao dia dia de nossa população que, após um longo período de luta no início do ano, agora se vê sem horizonte, completamente desagregada, onde os desejos de transformação são aguçados novamente mas com interesses escusos, propagandísticos e eleitoreiros. É sabido que a força da transformação está no engajamento, na vontade de lutar e no comprometimento da população com as questões que lhes dizem respeito. Só assim a população de baixa renda obtém conquistas. Em alguns pontos, é mais simples lutar e as conquistas vêm de forma mais fácil. Em outros, como a questão da moradia, é muito difícil reverter a conjuntura política e atacar o que é justamente o tendão de Aquiles da política de governo há décadas no Planalto Central. Estas breves palavras que aqui se seguem buscam apontar um novo caminho para todos aqueles que anseiam um processo de transformação em nossa cidade. Não passa de uma pequena e simples introdução para um problema, cuja solução só pode ser percebida no frio dos acampamentos, nos gritos das marchas e no levantar de paredes que um dia serão o lar de uma família feliz.

O controle da terra como instrumento de poder dos sucessivos governos no DF

Brasília tem características únicas no que diz respeito à questão fundiária. Talvez seja um dos lugares onde mais se dá este fenômeno onde quem obtém o controle das terras, controla a cidade. Sucessivos governos utilizaram desta estratégia nas duas últimas décadas. No governo de Roriz, Luiz Estevão, Pedro Passos e etc, o controle da terra se deu por meio da grilagem, oferecendo lotes às populações do Norte e Nordeste, criando enormes bolsões de pobreza onde reina o abandono e, mesmo assim, uma lealdade quase inabalável a estes que ofereceram à população o tão distante sonho da moradia própria. Repetir esta façanha eleitoreira vem sendo a menina dos olhos de todo político do DF desde então.

A prática da grilagem nunca parou, e o vergonhoso braço corporativo desta classe de corruptos (Terracap) vem se esforçando ao máximo para que este processo nunca cesse. Atualmente, em uma tentativa de maquiar este fenômeno, eles oferecem bairros inteiros a determinados segmentos e categorias de trabalhadores de seu interesse, além de licitações fraudulentas, despejos de comunidades inteiras e o (des)controle corrupto da fiscalização, tornando esta gestão da Terracap a mais lucrativa desde a sua criação (1 Bilhão e 469 Milhões de reais de lucro desde 2007 até o início de 2010) e agravando criticamente a situação da população de baixa renda, que não tem acesso à moradia na cidade da especulação imobiliária.

Brasília, a Meca da Especulação

Utilizando de uma estratégia ainda mais prejudicial à população, a política que o Estado iniciou quando colocou Arruda e PaulOOctávio no Buriti elevou Brasília ao título de “Meca da Especulação Imobiliária”, onde uma quitinete de 80m² chega a custar meio milhão de reais no Setor Noroeste. O alinhamento com o neoliberalismo e o grande capital estrangeiro fez com que Brasília se transformasse em um grande canteiro de obras, a um custo ambiental que ainda é impossível de se medir, mas podemos comparar a Terracap, para os brasilienses, com a British Petroleum no Golfo do México, acabando com as nossas reservas de cerrado nativo, destruindo os locais de nascente e recarga hídrica, saturando a capacidade de abastecimento de água, tornando a locomoção e o direito à cidade insustentáveis, além da grande violência contra a cultura e a crença dos povos originários do cerrado e da população de baixa renda, que dele sobrevive.

Nem mesmo os programas federais são capazes de frear a especulação aqui, pelo contrário. O que foi percebido é que, após o surgimento do programa “Minha casa, minha vida”, o valor da moradia nas comunidades do entorno subiu entre 7 e 9 por cento. Ou seja, mais uma vez está claro que não existe um programa habitacional sério voltado a resolver o problema da moradia para a população de baixa renda. E neste cenário, que papel temos nós, enquanto lutadores sociais e pessoas comprometidas com a luta dos povos por sua libertação? Será que a nós bastaria que o “Minha casa, minha vida” tivesse melhor condições de financiamento e, quiçá algum mecanismo de controle dos preços? É importante termos claro que só a luta muda a vida, portanto, devemos compreender que para a população de baixa renda, a única opção que lhes resta é “Minha casa, minha LUTA”.

O fascismo para conter o motor da história

A polícia militar do DF é conhecida mundialmente pela truculência, pelo descontrole e os sucessivos desrespeitos aos direitos humanos da população, seja de baixa renda, seja de classe média indignada com a corrupção. Os fatos que correram o mundo da Batalha do Buriti, além de outros que se seguiram, são apenas mais uma amostra disso. Mas a luta nas comunidades economicamente mais pobres é ainda mais dura (vide: O Ato em Defesa da Cana do Reino, no Youtube). Em junho de 2009, a Via Estrutural foi fechada e a Vila Estrutural sitiada pela polícia, que cortou o fornecimento de energia e instaurou lei marcial na comunidade, com agressões, abusos e claras violações dos Direitos Humanos. Este sonho dantesco ocorreu pura e simplesmente pelo fato da população ter resolvido pôr-se de pé para reivindicar o seu direito inalienável a moradia digna e universal.

Embora estes exemplos de brutalidade assustem, sabemos que é só através de muita luta que teremos uma sociedade justa socialmente, portanto, é nosso dever apoiar as iniciativas que surjam neste sentido sempre que for necessário. Enquanto não compreendermos a questão da luta por moradia como um problema de todos, sempre estaremos sozinhos quando decidirmos clamar uma nova forma de fazer política, com prisão para os corruptos, ou uma cidade ecosustentável, ou o “direito à cidade”. O que devemos fazer é juntarmos todas estas demandas, transformando o DF e territórios adjacentes em uma região onde é respeitado o direito à moradia ambiental, com condições dignas de educação emancipadora, transporte digno, acesso à saúde universal, acesso à cultura e apoio a todas as formas de organização e empoderamento popular.

Novos horizontes

É chegado o momento da população da região central de Brasília aproveitar a oportunidade deste chamado para juntar-se à luta por moradia. O período eleitoral é extremamente desagregador, mas por todo o DF e entorno vão se desenvolvendo iniciativas no sentido de garantir moradia para a população de baixa-renda, através da luta não-institucional, não-cooptada, não-eleitoreira. Temos a oportunidade, através destas lutas nas comunidades, de transformar este período tão desagregador e pobre politicamente em um período de muita luta, onde as conquistas virão independente do seu título de eleitor, independente do quanto foi gasto em publicidade, ou quantos acordos políticos você consegue fazer pelo tamanho de sua base. A força da transformação está na mobilização popular, portanto, mãos à obra. A luta por moradia ainda tem muitos capítulos a serem escritos, entre os quais estes dias vindouros terão um papel determinante. Esperamos contar com a ajuda de todos vocês, trabalhadoras e trabalhadores, estudantes, cidadãos indignados, inquilinos de aluguel, moradores de puxadinhos, assentados, jovens com o sonho de constituir família, enfim, todas as pessoas comprometidas em fazer desta Terra a Pátria do ser humano.

Muita atenção aos próximos dias, que podem marcar o início de uma nova fase na luta social do DF.

Um forte abraço de luta.

Thiago Ávila

Militante do PSoL, pelo Coletivo Luta Vermelha, e membro da Assembléia Popular

Ocupação de terra e as lutas em Brasília

4 de agosto de 2010
As últimas semanas foram importantes para a luta dos movimentos populares, em especial os sem terra e sem teto. No dia 16 de julho, sexta-feira, em Brasília-DF, o MTST ocupou uma área pública pertencente à Terracap, empresa do governo do distrito federal que administra as terras públicas.

A Terracap cumpre um papel nefasto no DF sendo muitas vezes braço burocrático da burguesia imobiliária e empreiteira (haja visto o episódio do Santuário Indígena, localizado a noroeste da cidade), deixando milhares de famílias em condições precárias de moradia por privilegiar os interesses do grande capital.

As famílias, cerca de 500, foram despejadas, de forma ilegal pois não havia qualquer ordem judicial, e também reprimidas num protesto em seguinda, tudo com a truculência habitual da PM do DF, conhecida internacionalmente. Houve também manifestação e ocupação do Ministério das Cidades, na Esplanada dos Ministérios, onde nossos companheiros só saíram de lá depois de negociar com o poder público.

Brasília tem uma situação singular no aspecto da especulação e do capital imobiliário. Em breve, mandaremos mais notícias sobre as lutas no DF. Por ora, está abaixo um texto dos companheiros de Brasília sobre a situação de luta e conjuntura no DF, e ficam os links para a matéria no portal do governo federal e do site dos lutadores do MTST.

http://www.mtst.info/

http://www.cidades.gov.br/noticias/ministro-marcio-fortes-e-secretarios-recebem-mtst

http://terralivre.org/
E você, o que faz perante toda essa situação?

Saudações socialistas,

TERRA LIVRE, Campo e Cidade – Regional SP

Jagunços e policiais expulsam famílias do Terra Livre em Goiás

27 de maio de 2010

Por Secretaria de Comunicação – Terra Livre-GO
 
Nesta Terça-feira (25/05/10) por volta das 22:00 hs, duas viaturas da GPT (Grupo de Patrulha Tático) da Policia militar de Goiás, com 10 PMs e mais 10 jagunços do fazendeiro, expulsaram de forma violenta as famílias organizadas no movimento popular Terra Livre que ocupavam a Fazenda Varginha desde o último sábado (22/05/10), um latifúndio improdutivo e hipotecado pelo Banco do Brasil na cidade de Rio Verde/GO.

Além de terem agido com brutalidade e intensa violência, a ação foi ilegal, (tanto que agiram na calada da noite), não tinham em mãos nenhuma liminar pedindo a reintegração de posse, como exige a lei. A desocupação só pode ser realizada mediatamente liminar expedida por um juiz. Mesmo assim é possível um diálogo para que as famílias possam se organizar para desocupar a área. Em caso de liminar é preciso a presença de um oficial de justiça, e o horário deve ser entre 6:00 e 18:00 horas. Portanto, agiram de forma arbitraria, autoritária e ilegal. Forças policiais do estado que deveriam proteger a população, atuaram ao lado de jagunços defendendo os interesses de um latifundiário, usando de métodos de coação com ofensas pessoais, obrigando as pessoas a deitarem no chão, sobre a mira de revolver e escopeta, derrubando os barracos, e ainda chegaram ao ponto de roubarem a bateria que iluminava o acampamento.

Exigimos das autoridades competentes em especial da Secretaria de Segurança Pública do Estado de Goiás, uma investigação profunda e honesta sobre essa barbaridade, exigimos que seja revelado o nome dos policiais envolvidos, e que os mesmos sejam punidos, pois não acreditamos que eles tenham agido seguindo a orientação de seus superiores, e se agiram sobre orientação de seus superiores o fato se torna mais grave ainda, devendo esses também serem punidos.

Pedimos aos Companheiros e entidades parceiras que façam moção de repudio cobrando das autoridades competentes, uma investigação e punição dos policiais envolvidos para os seguintes endereços.

Fax: (62) – 3201-1094 E-mail: corregeral@sspj.go.gov.br. /ouvidoria@ssp.go.gov.br. (Enviar com cópia para secretaria@terralivre.org)
SECTRETARIO DE SEGURANÇA PUPLICA DE GO SR. SERGIO AUGUSTO INACIO DE OLIVEIRA.

Coordenação Estadual do movimento popular Terra Livre
Contatos: Fone fax: (062) 3093-7572/30938977 e e-mail:
goias@terralivre.org

Polícia despejou famílias da ocupação Alagados do Pantanal

21 de maio de 2010

1. Acampamento “Alagados do Pantanal” sofreu despejo nesta manhã. Cerca de 100 famílias atingidas pelas enchentes do início do ano foram despejadas de um terreno que ocuparam no dia 17 de abril desse ano, na Vila Curuçá, Zona Leste. O terreno estava abandonado e não cumpria sua função social.
2. Segundo as informações dos próprios moradores, o forte contingente policial mobilizado para a operação foi acompanhado por caminhões e funcionários da prefeitura – o que evidencia um conluio entre prefeitura e o proprietário para acelerar a desocupação.
3. Pela quantidade de policiais e por uma decisão interna, os moradores decidiram não apresentar resistência física em relação a atuação da polícia militar.
4. Logo após a desocupação, os moradores seguiram em passeata de protesto para uma grande avenida da região (Marechal Tito). Depois de alguns minutos de manifestação, a polícia dispersou a mobilização com bombas de gás lacrimogênio.
5. Com a intervenção da polícia, os moradores seguiram até à Subprefeitura do Itaim (órgão de administração regional – onde a ocupação está circunscrita). Eles estão realizando um protesto – e tentando negociar com as autoridades responsáveis.
6. Cabe destacar que essa desocupação foi feita de forma inusitada, segundo os integrantes do movimento. A defesa da criança e do adolescente foi acionada, para tentar adiar a reintegração de posse. Não respondeu. O comando da Polícia Militar também foi chamado para conversar várias vezes – e não deu qualquer resposta.
Daremos maiores informações logo que possível.
Contatos: Terra Livre- 7362-2841 ou – 7379-8860
http://www.terralivre.org/
 
Por Passa Palavra, com informações do Terra Livre – SP

URGENTE:Acampamento “Alagados do Pantanal” pode ser despejado amanhã

20 de maio de 2010

 
Terreno ocupado em abril teve início de desapropriação em dezembro de 2009 pela Prefeitura de São Paulo para construção de casas populares, conforme o Decreto 51.155.

Por Secretaria de Comunicação

Cerca de 100 famílias desabrigadas pelas enchentes do Rio Tietê ocuparam, no dia 17 de abril, um terreno abandonado na Vila Curuçá, na Zona Leste de São Paulo. Mas a reintegração de posse prevista para o dia 20 de maio, expedido pela Justiça, poderá despejá-las novamente.

As chuvas afetaram a região entre dezembro de 2009 e março de 2010. Os antigos moradores dos bairros prejudicados discordam da chamada bolsa-aluguel, concedida pela Prefeitura como medida emergencial. A bolsa-aluguel de R$ 300,00 mensais não é suficiente para pagar o aluguel de uma casa nem numa favela. Outra reclamação é a de que as moradias já foram demolidas, mas as famílias não foram indenizadas e não têm para onde ir. Nos casos mais críticos, diversas pessoas estão sem ter onde morar e sequer receberam a bolsa-aluguel.
 
Solicitamos a todos os companheiros e companheiras que são solidários à nossa luta, contra os crimes do Governo do Estado de São Paulo (Serra/Goldman) e da Prefeitura (Kassab), a prestar apoio mais uma vez. Existem 3 formas de ajudar:
 
1) Assinando o abaixo-assinado eletrônico:

CLIQUE AQUI PARA ASSINAR!

http://www.petitiononline.com/tlivre/petition.html

 
2) Enviando moções de repúdio à Prefeitura, ao Estado e à Cohab, solicitando que intervenham no processo:

– Gabinete do Prefeito: gabinetedoprefeito@prefeitura.sp.gov.br
– Secretaria de Habitação: sehab@prefeitura.sp.gov.br
– Subprefeitura do Itaim Paulista: itaimpaulista@prefeitura.sp.gov.br
– Secretaria de Segurança Pública: seguranca@sp.gov.br
Com Cópia para secretaria@terralivre.org
 
3) Comparecendo a partir de amanhã na ocupação Alagados do Pantanal.

Endereço: Rua Osório Franco Vilhena, altura do n° 900, na Vila Curuçá.
Como chegar:
– De trem: Descer na estação Jardim Helena/Vila Mara (Linha Brás-Calmon Viana). Sair pelo lado direito da estação e pegar à esquerda na Av. Marechal Tito. Virar a próxima à direita (Rua Gendiroba), e a terceira à esquerda (após uma escola). Seguir em frente pegando à esquerda nas bifurcações, acompanhando os campos de futebol e plantações.

A pauta de reivindicações da comunidade foi entregue a todos os vereadores e deputados estaduais, além do MPE Habitação e Urbanismo e da Promotoria de Inclusão Social, e da Subprefeitura do Itaim Paulista.Na última quinta-feira, 13 de maio, uma comissão da Ocupação Alagados do Pantanal também acionou a defensoria pública de São Miguel Paulista.
O Movimento reivindica as seguintes ações:

1) Suspensão da reintegração de posse movida contra as 100 famílias do Jardim Pantanal acampadas no terreno destinado à construção de casas populares;
2) Fim do processo de remoção e de derrubada das moradias no Jardim Pantanal;
3) Respeito aos direitos humanos por parte do governo;
4) Construção imediata de casas para abrigar as famílias atingidas e concessão sem custo de outra casa para quem teve a moradia demolida;
5) Indenização pelos prejuízos causados pelas enchentes, em razão do fechamento da barragem da Penha e abertura das barragens do Alto Tietê.
 
Mais informações:
Terreno ocupado – Rua Osório Franco Vilhena, altura do n° 900, na Vila Curuçá.
Contatos: Terra Livre- 7362-2841 ou – 7379-8860
www.terralivre.org

Alerta de Repressão na ocupação!

4 de maio de 2010
PM corta a luz e intimida famílias na madrugada
  
Por Secretaria de Comunicação – Terra Livre-SP
04 de Maio de 2010 – 8:40
Durante a madrugada a PM cortou a luz da ocupação Alagados do Pantanal, para isso chegandoa até a invadir o acampamento, que fica na Vila Curuçá (Zona Leste da capital). No escuro passaram então à tática da intimidação e provocação contra as famílias ocupantes. Ameaças e xingamentos são usados como forma de provocação, visando desestabilizar as pessoas para forçar uma prisão. Agora no início da manhã não estão deixando os carros que estão no acampamento saírem, sob a ameaça de apreensão. Estão impedindo moradores e apoiadores da ocupação de sairem para trabalhar.
Neste momento é necessário que se exerça a solidariedade de classe. Pedimos a todos os companheiros e companheiras, entidades e movimentos que entrem em contato com a ouvidoria da PM. Estas ações da PM estão acontecendo sem qualquer respaldo legal. Os policiais estão praticando abuso de autoridade e descumpriram a lei ao entrar no terreno sem ordem judicial.
  
DISQUE- OUVIDORIA DA POLÍCIA:

0800-177070
Atendimento de 2ª à 6ª feira – das 9:00 às 17:00 h

Envie cópia para: secretaria@terralivre.org

Esta ação é o exemplo de como o governo do estado de São Paulo trata os trabalhadores: primeiro promovem as enchentes, derrubam casas e agora intimidam e reprimem quem ousa lutar.


TERRA LIVRE – movimento popular do campo e da cidade
Regional São Paulo

11-7379 8860 – Vagner
11-7362 2841 – Zélia
11-7487 2925 – Marcio

Nota da ENECOS em apoio a ocupação na Zona Leste de São Paulo

29 de abril de 2010

Nota da ENECOSSão Paulo, 28 de abril de 2010
A Executiva Nacional dos Estudantes de Comunicação Social – ENECOS, vem declarar o seu apoio as famílias do movimento Terra Livre que ocupam um terreno na Vila Curuçá, zona leste da cidade de São Paulo. Os motivos que levam a população a ocupar esse terreno é de inteira responsabilidade do Governo do Estado e da Prefeitura da Capital, que criminosamente causaram o fechamento das barragens que levaram a inundação dos bairros da região do Jardim Pantanal e Jardim Romano. Enquanto as obras de ampliação das pistas da marginal Tietê foram preservadas da chuva, centenas de famílias viraram o ano com a destruição de seus pertences. Diferentemente do que a grande imprensa, em conluio com os governos tucanos, tentam impor a opinião pública, as ocupações de áreas de várzea são causados pela especulação imobiliária. Os interesses das construtoras, imobiliárias e incorporadoras ao longo das ultimas décadas obrigaram centenas de trabalhadores da região metropolitana a irem morar nas periferias, várzeas e áreas de mananciais, enquanto centenas de edifícios da região central se encontram abandonados, criando verdadeiros latifúndios urbanos improdutivos.

A ENECOS se solidariza aos moradores alagados do Pantanal e de todas as áreas ocupadas de todo o Brasil, seja no campo ou na cidade.

Executiva Nacional dos Estudantes de Comunicação Social – ENECOS
www.enecos.org.br
Gestão Aos Que Virão