Moradores de áreas alagadas da zona leste ocupam gabinete do subprefeito de São Miguel Paulista

Fabiana Uchinaka
Do UOL Notícias
Em São Paulo

  • Rogério Cassimiro/UOLNa casa de Natanael de Freitas, 42, no Jardim Helena, a água chegou até a cintura…
  • Rogério Cassimiro/UOLLeonardo Batista Lima, 47, tira com balde a água que estava acumulada na casa onde mora…
  • Rogério Cassimiro/UOLAiac de Souza Santos, 19, usa balsa improvisada, feita de garrafas pet, para cruzar as ruas do bairro

Cerca de cinquenta moradores de Vila Itaim, Vila Aimoré e Jardim Noêmia, na zona leste de São Paulo, ocuparam por volta de 11h desta quarta-feira (27) o gabinete do subprefeito de São Miguel Paulista, Milton Persoli. Eles exigem que o governo municipal apresente uma solução imediata para as famílias que tiveram suas casas alagadas por conta das enchentes que atingem os bairros da várzea do Tietê desde o dia 8 de dezembro do ano passado.

“É um protesto pacífico. Vamos ficar aqui até que as reivindicações sejam atendidas, porque aqui eles tem café, tem água e lá no bairro a gente não tem nada”, disse Fernando Viola, morador do Jardim Pantanal e integrante do Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB), que organiza a manifestação.

Segundo a Subprefeitura, não há previsão para que Persoli apareça no gabinete hoje.

Ontem, depois de outro protesto, que reuniu cerca de cem moradores e terminou com dois manifestantes presos, gritos de “Põe ele na água” e mulheres chorando de joelhos, o subprefeito prometeu fornecer assistência médica, comida, colchões, cobertores e uma draga à região da Chácara Três Meninas dentro de 12 horas. O prazo se encerrou à meia noite desta terça-feira. Até a manhã de hoje, os desalojados tinha recebido cerca de 80 marmitex e colchões.

De acordo com a líder comunitária Maria Zélia Souza Andrade, o número de pessoas que procura abrigo na escola cresce a cada dia e a comida não dá para todos. Cerca de 40 pessoas estavam no local até a tarde de ontem.

Em entrevista ao UOL Notícias, Persoli disse que vai fazer o atendimento aos moradores “imediatamente”. Questionado sobre o fato de a população esperar a ajuda há cinquenta dias, ele respondeu que o atendimento já tinha começado e que 89 das milhares de pessoas da região tinham recebido material. Ele também informou que duas dragas foram instaladas no Jardim Pantanal.

Em relação às providências a serem tomadas sobre a água represada, o subprefeito eximiu-se da responsabilidade. “A água vai ter que ser verificada pelo DAEE [Departamento de Águas e Energia Elétrica do Estado]”, afirmou Persoli.

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